Primeiras leituras dos resultados eleitorais no Brasil

Quando leio os “efeitos colaterais” do resultado das eleições presidenciais no Brasil e fora, a impressão que tenho nos meios de comunicação brasileiros é de que a oposição venceu as eleições presidenciais.

Vejo e ouço os comentaristas das emissoras de TV e rádio tradicionais e a impressão que se tem é que a Dilma Rousseff venceu, mas terá que seguir a pauta da mídia. Ora, por favor! Alegra-me a presidenta ter dito que dialogará com a oposição, afinal foi uma eleição apertada, mas isso não significa que ela abandonará as bandeiras que ela defendeu para a sua eleição.

Acho importante, por exemplo, que ela busque dialogar com o empresariado o que é necessário para que eles passem de especuladores financeiros para investidores produtivos na nação sem que os trabalhadores percam seus benefícios sociais, afinal, precisamos de muitos deles como garantia de uma vida de dignidade no trabalho.

Além disso, também me é caro que se busque elucidar e encaminhar ao judiciário todos os envolvidos em casos de corrupção que surgirem e que surgirão neste novo quadriênio. Isso precisa de uma distribuição de responsabilidades e cumplicidade por parte dos grupos opositores de entender a necessidade disso e contribuir de forma madura para que esses processos ocorram de forma madura no processo político nacional.

Isto é, não quero que a oposição se cale, mas quero que ela seja mais colaborativa em se fazer justiça e não em ocasionar factoides para angariar publicidade e fazer com que os processos investigativos sejam burocratizados para que alguns políticos e seus partidos ganhem manchetes nas TVs e jornais.

Dilma venceu porque defendeu as conquistas da administração do Partido dos Trabalhadores nesses 12 anos. As mudanças exigidas não estavam representadas na figura de Aécio Neves e daquele que os cercavam, mas foram neles que grande parte dos cidadãos depositou sua fé. Em minha opinião, foi importante a vitória de Dilma porque somente através de uma composição política que se identifica com os trabalhadores, com a manutenção dos benefícios sociais e com a inclusão que se pode realmente proporcionar um desenvolvimento consistente e duradouro para o país.

Então, é preciso que os meios de comunicação e seus comentaristas compreendam que a população, em sua maioria, fez uma escolha de modelo para o país. Portanto, façam respeitar a vontade popular e busquem contribuir na construção das pontes de diálogo propostas pela presidenta em seu discurso da vitória. Não venham pautar! Venham articular e dar representatividade às escolhas feitas pela população e aos grupos sociais que apoiaram a reeleição da Dilma Rousseff também. Não se trata de querer ouvir somente um lado, mas que nos meios existam os dois! O que não vem acontecendo até agora.

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